Da janela vejo o mar na tarde chuvosa que escurece a primavera. A linha do horizonte se desvaneceu entre o céu nublado e o mar de chumbo, o vento gelado arranca arrepios e congela as narinas. Não vislumbro nenhum ser humano na moldura à minha frente. A contemplação da vastidão me enleva num êxtase de quietude e silêncio. Não me agita nenhum pensamento, curiosidade ou expectativa. Aconchego-me a um suave sentimento de desolação e entrego-me sereno ao fascínio da natureza.

Leia a crônica O jovem e o mar, de Alcione Araújo.

Nesta edição:
  Movimento estudantil marca a era dos extremos
  Sumário
  Diversidade de perfis caracteriza as juventudes brasileiras
  Juventude que canta, dança e representa
  Juventude e participação no Brasil – interdições e possibilidades
  Acampamento Intercontinental da Juventude
  Mitos e verdades em torno da participação juvenil
  Acesso, identidade e pertencimento: relações entre juventude e cultura
  Preocupações e polêmicas marcam o direito ao trabalho
  Por uma política de direitos na educação
  Entrevista: Carol Oliveira
  O jovem e o mar
  Qual Brasil a juventude quer?