
Da janela vejo o mar na tarde chuvosa que escurece a primavera. A linha do horizonte se desvaneceu entre o céu nublado e o mar de chumbo, o vento gelado arranca arrepios e congela as narinas. Não vislumbro nenhum ser humano na moldura à minha frente. A contemplação da vastidão me enleva num êxtase de quietude e silêncio. Não me agita nenhum pensamento, curiosidade ou expectativa. Aconchego-me a um suave sentimento de desolação e entrego-me sereno ao fascínio da natureza.
Leia a crônica O jovem e o mar, de Alcione Araújo.
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