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ARTIGO
Participação e democracia são conceitos geralmente associados de maneira apressada. Porém, se quisermos realmente discutir estratégias de intervenção, erradicação da miséria e luta contra as desigualdades sociais, precisamos ir além das associações imediatistas. A participação popular foi e ainda é uma tradicional bandeira de reivindicação das forças do campo progressista. Por onde ela anda, depois de quase um ano de governo Lula? Leia:
 Participação e democracia – além de um jogo de palavras

OPINIÃO
A reflexão sobre a pobreza urbana extravasou os limites das ciências sociais, agências e órgãos governamentais, militantes dos movimentos sociais e das ONGs. Seus efeitos são cotidianos nas cidades brasileiras, grandes e pequenas. Apesar dos esforços por décadas, a desigualdade se manteve inalterada. Por outro lado, o crescimento explosivo da violência urbana faz saltar a necessidade de buscar formas mais democráticas e inclusivas para tratar do problema. Leia:
 Pobreza urbana, um desafio para a democracia

ARTIGO
A violência urbana transformou-se em um dos temas centrais da agenda pública. A violência é concreta, real. Mas, quais as implicações por trás dessa categoria do senso comum? De que maneira a representação coletiva desse fenômeno social pode contribuir para a compreensão das práticas e relações sociais às quais ela se refere? Leia:
 Violência urbana e agenda pública

ARTIGO
É urgente a construção de uma política habitacional sustentável que enfrente o déficit de 6,5 milhões de moradias e as necessidades de reforma, urbanização e regularização fundiária no país. A produção habitacional tem efeito nos índices de emprego, sobretudo com relação à mão-de-obra menos qualificada. O que falta? Leia:
 Habitação, miragens e prática política

CRÔNICA
Tenho um amigo que, como eu, é apaixonado por gente. Ele prefere os tipos atípicos, meio exóticos. E eu, os mais normais. O que me fascina é o mistério que os sóbrios escondem na alma. Aos folclóricos, prefiro os discretos empedernidos, que trancam os segredos no baú do coração. Que prazer cavar-lhes a alma, devassar-lhes o recôndito, dar à luz o indizível! Meu amigo falou tanto de um tipo que o encantara, que fiz uma exceção. Fui conhecer o que ele chamava de o último malandro.” Saiba como foi o encontro entre o escritor Alcione Araújo e o “último malandro” lendo a crônica. Leia:
 O pigmeu do bulevar enterrou o último malandro

CULTURA
Entre 2001 e 2003, o professor Paulo Carrano e a acadêmica Josiane Nazaré Peçanha fizeram uma pesquisa sobre o bairro da Lapa, tradicional reduto boêmio carioca. Problematizaram a questão dos grupos jovens que freqüentam a região, seus objetivos, necessidades e processos sociais comunicativos. “A pesquisa percebeu que, na Lapa carioca, os jovens são sujeitos de processos societários que expressam uma significativa e plural movimentação cultural de redefinição de espaços públicos e privados que, em grande medida, contraria a lógica dominante de privatização da subjetividade em nossas sociedades.” Leia no artigo da dupla as principais conclusões da pesquisa. Leia:
 A jovem Lapa carioca

NACIONAL
A ascensão do Partido dos Trabalhadores e demais partidos de esquerda ao Poder Executivo em suas diversas instâncias vem ocorrendo há alguns anos. Em 2003 completou-se um ciclo, com a vitória do PT nas eleições presidenciais. O fato trouxe a esperança de que as cidades brasileiras iriam, enfim, beneficiar-se de gestões democráticas e efetivamente participativas, passo fundamental para corrigirmos nossa desigualdade, exclusão e segregação espacial. Entretanto, mais de uma década depois das primeiras vitórias em Porto Alegre, Fortaleza e São Paulo, é triste constatar que os índices de pobreza e de exclusão socioespacial, que se revertem em um cenário cada vez mais visível de fratura social e de violência urbana, ainda são lamentavelmente altos. João Sette Whitaker Ferreira, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), analisa a questão em seu artigo. Leia:
 Gestão democrática e participativa: caminho para cidades socialmente justas?

ENTREVISTA - ESPECIAL
O Brasil está acordando para a realidade de um combativo grupo urbano que reivindica o direito à moradia: o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Liderança do MTST, Camila Alves, uma jovem de 24 anos, esteve à frente da ocupação do terreno da Volkswagen em São Bernardo, São Paulo, no último mês de junho. Democracia Viva traz um pouco das idéias, desafios e impasses do MTST nesta entrevista. Camila sabe que a luta está apenas começando. Leia:
 Camila Alves, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto

ENTREVISTA
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, é uma das caras do Rio. Mineiro de nascimento, define-se como carioca, como muitos outros mineiros que, ao longo do século XX, trocaram as montanhas e a história de Minas Gerais pela construção de uma mítica da cidade maravilhosa. Zuenir tem quase meio século de jornalismo, trabalhando em vários dos mais importantes veículos de comunicação da grande mídia da cidade. Atualmente, colunista do site no.minimo.com.br, recomenda ao leitor, ao ouvinte e ao espectador que olhem para a imprensa "não como uma instância de saber e justiça, capaz de revelar tudo o que está acontecendo".  Leia:
 Entrevista: Zuenir Ventura